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Resenha: "Caminhada de um poeta poetizada em certas vidas", Xavier de Barros


A palavra amor vem do latim “amore” e o dicionário escolar da língua portuguesa, pela Academia Brasileira de Letras, o define como um sentimento que se tem por uma pessoa com quem se deseja alcançar a união física e afetiva; uma forte afeição entre pessoas. O ser amado.

É justamente o amor, como um sentimento que se tem por outra pessoa, aquele amor que nos faz sonhar com a cara-metade, com um futuro feliz ao lado do bem-querer é que o escritor Xavier de Barros apresenta ao leitor em sua obra Caminhada de um poeta poetizada em certas vidas. Uma obra literária com uma carga poética encantadora, com valores e ideais, com princípios e respeito.

Xavier, já na apresentação da obra, diz ao leitor que trata-se de um livro de prosas e poesias, onde procura narrar de forma eloquente e com poucas palavras, a história de um poeta chamado Francisco. De fato, em poucas, mas intensas palavras e, em alguns momentos, muito próximas da realidade, o autor vai narrando as histórias cotidianas de um poeta que vive com e por amor, que sofre por amor, mas que valoriza cada pessoa que passa por sua vida.

O poeta Francisco pode ser facilmente encontrado em diferentes lugares Brasil afora. É um típico brasileiro, sonhador, religioso, apaixonado e amante da vida. O livro começa às 08h00 de uma quarta-feira nordestina de dezembro, 2004, um feriado local.  As primeiras páginas relatam um amor não correspondido e cheio de preconceitos. O amor se transforma em dor, a dor da partida, do adeus...

O amor pode transformar-se em ódio, mas ao contrário do amor, o ódio é passageiro. O amor vive, revive, sobrevive ao tempo e pode estar a nossa espera de braços abertos do outro lado da rua. Para o Francisco, o amor termina em experiências e em belíssimas poesias. São pouco mais de 20 poesias espalhadas pelo livro que dão ênfase às histórias narradas pelo personagem. Uma mais linda que a outra.

Do nordeste para o sudeste, Francisco vai passar um tempo na casa de seus tios, no Rio de Janeiro, e já de cara fica encantado com a beleza carioca. E daí começam a surgir novas fontes de inspiração para mais poemas belíssimos. É a partir deste momento também que as histórias vão ficando mais excitantes, repletas de emoção, uma manifestação viva de sentimentos.

Caminhada de um poeta poetizada em certas vidas, portanto, é uma coexistência do amor e do ódio, da felicidade e da infelicidade, da alegria e da tristeza. É uma obra que expressa a vida em todas as circunstâncias, numa perspectiva promissora poética fascinante. Xavier de Barros e o seu Poeta Francisco ensinam como o amor pode muito mais do que querer bem a outra pessoa, é zelar incondicionalmente pelo bem comum e pela felicidade plena, por mais diferentes que sejam as pessoas. Vale a pena a leitura!


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“Deixei meus pensamentos flutuarem e em poucos segundos comecei a poetizar em silêncio”; “Pois se lembre de que ninguém pode ser feliz contrariando a sua própria natureza para atender aos caprichos de outra pessoa”; “A mente humana é dinâmica e sempre constante. A mesma não resiste a um breve acontecimento; imagine a uma bela paisagem! ”; “Mas Deus pai misericordioso, sempre manda alguém para nos ajudar nas horas tórridas de aflições quando a gente não aguenta mais suportar o fardo que carrega...”; “O tempo é quem dita as regras e nos amadurece em cada amanhecer. Mas todo tempo é tempo para quem quer viver um novo horizonte em cada entardecer. ”; “Sempre eu soube que o céu e o inferno são vizinhos. Um dia você pode dormir no céu e acordar no inferno. Ou pode passar um bom tempo no inferno para alcançar o céu.”
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