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"O Androide", de Paulo de Castro


“Percebeu que se, de fato, um Deus que zela pelos humanos existisse, não designaria uma máquina para ser o profeta. Esse Deus, ora cruel, ora misericordioso, nem ao menos permitiria a própria extinção dos seres humanos.
Poderia a máquina ser esse Deus, dando vida de novo aos homens?”.

Esse e outros sinais elétricos varriam o processador de JPC-7938 com velocidade sobre-humana. Processava uma infinidade de outras informações ao mesmo tempo, o que diminuía ainda mais a energia da sua bateria. Talvez era isso mesmo que ele quisesse, para consumar de uma vez o que já estava fadado ao fracasso. Sua bateria durou quatro horas até o desligamento completo. Nessas intermináveis horas, em que não via nada além da densa neblina, que ofuscava o céu azul, cercado de nuvens brancas, percebeu que tudo não passava de coincidência. Que o planeta fora criado, de fato, ao acaso, e que não havia um destino ou uma missão a ser cumprida; apenas a existência, até o inevitável dia do fim.


Paulo Gonçalves de Castro nasceu em 21 de outubro de 1981, natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Filho de pai fotógrafo e mãe dona de casa, tem apenas um irmão. Formou-se em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais em junho de 2006. Em fevereiro de 2009, tornou-se funcionário público, ingressando na Biblioteca Camilo Prates, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde atualmente exerce o cargo de bibliotecário. O Androide é a sua primeira incursão no mundo dos romances.




Ficha técnica:
Título: “O Androide”
Autor: Paulo de Castro
Editora: Novo Século
Selo: Talentos da Literatura Brasileira
Páginas: 256
ISBN: 978-85-428-0812-4

O livro pode ser encontrado na Amazon Brasil, na Eba! Livros, Livraria da Folha, Cia dos Livros e na Saraiva.


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