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Caminhos



Chega um determinado momento da vida em que você para, pensa e se pergunta até onde você vai. Eu me fiz essa pergunta e a resposta era um lugar nada agradável, especialmente com a contribuição de falsos amigos que induzem a seguir o caminho errado.

Não me converti a nenhuma religião. Tenho formação católica. Fiz a Eucaristia, Crisma e fui Catequista. Aprendi bastante durante este período e pude ter a oportunidade de repassar o que aprendi aos pequeninos, mas ele não me pertence mais. O que não significa que eu deixei de acreditar em Deus, muito pelo contrário. A questão é que eu deixei de acreditar no Deus que o catolicismo (ou alguns membros do catolicismo) nos fazem acreditar: um senhorzinho sentado num trono sob as nuvens e com um cajado na mão que observa teus erros e teus acertos e no final lhe concede a sentença final, sendo o paraíso ou o fogo eterno. Passei a acreditar num Deus que está em tudo e em todos, que não te julga ou condena, mas que te ama incessantemente e sem distinção de cor, raça, sexo ou religião. Num Deus único que está presente no Universo, nas estrelas, no ar, na chuva, no sol. Entretanto, o entendimento que temos de Deus não está pronto e nem é definitivo, está em constante evolução, muda a todo instante.

Já chorei diversas vezes. Pensei, repensei, refleti. Fiz perguntas e chorei por encontrar a resposta e chorei também por não encontrar respostas. É normal chorar, isso alivia. Chorei por perceber tarde demais que meus amigos não eram amigos. Chorei por escolhas equivocadas.

Agora, ainda que tarde, busco recuperar o que perdi, por escolher atalhos ao invés de seguir o caminho que me foi proposto ou que eu escolhi. Aprendi que os verdadeiros amigos se encontram pela afinidade ou pelo chamado dos corações. A própria vida se encarrega de cruzar os destinos daqueles que serão grandes amigos. A chance de se encontrar e começar de novo está ao alcance de todos até o último milésimo de segundo.

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