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[Resenha] A Travessia, de William P. Young



Esta obra, tradução de Fabiano Moraes, segue o mesmo caminho do livro "A Cabana". O autor, William P. Young, atribui características às três pessoas que compõem a Santíssima Trindade em uma trama rumo à transformação interior do ser humano, num total de 240 páginas.

Antony Spencer (Tony), personagem principal, é um multimilionário que se considera como o centro de todo o interesse, trazendo consigo muitas características negativas que, como consequência, conduziram-no ao isolamento de pessoas e de sentimentos.

É através de um colapso que o protagonista da história tem a oportunidade de obter uma segunda chance para transformar a sua vida. Em um mundo surreal, em um ambiente desolador, Tony descobre que está em seu próprio coração. Um mundo frio, deserto e cheio de muros altos. Com o tempo, ele descobre que existe mais alguém naquele lugar, uma esperança, uma luz no fim do túnel.

Neste mundo fétido, ele encontra um estranho que descobre ser Jesus caracterizado em um homem simples, mas com olhos marcantes. Ali também há uma idosa indígena, chamada de vovó, o Espírito Santo. Ao longo da história Tony vai se aprofundando no seu interior, revendo sua vida, suas atitudes, numa espécie de exame de consciência.

Não é o julgamento de Tony, mas uma oportunidade de reflexão. As palavras ditas ao personagem não são de condenação, mas de compaixão, permitindo que ele recupere suas forças e a ponto de derrubar as muralhas construídas em seu coração. Uma garotinha surge na história, o Pai, completando a trindade santa e com palavras de conforto e esperança.

Em coma, Tony oscila entre o mundo real e o mudo surreal. A possibilidade de comunicação com as outras pessoas é caracterizada de uma maneira interessante. Ele consegue se comunicar com as pessoas, quando adentra a mente delas. E é através deste processo que ele visualiza o que acontece a sua volta. Tony vai revendo detalhes de sua vida que proporcionam grandes reflexões, capazes de transformar a humanidade.

O seu clamor por uma segunda chance é ouvido e Tony recebe uma dádiva. Ele tem a possibilidade de curar uma única pessoa, que ele pode escolher. Parece uma escolha fácil, não é mesmo? Parece, mas não é! Uma vez que ele tem esta possibilidade, ele pode usá-la para curar a si mesmo. Porém, ele conhece a história de uma jovem com leucemia e se vê entre a cruz e a espada. Uma escolha difícil que poderá mudar o seu destino para sempre.

Embora contenha indícios da fé evangélica, pode-se dizer que este seja um livro espírita. Existem elementos na trama que remetem ao espiritismo e fundamentam este ponto de vista. Veja. É nítido uma espécie de comunicação com os mortos, por exemplo, quando Tony reencontra seu filho, morto aos cinco anos, e mantém um diálogo com ele. Este filho precisa partir, mas o sofrimento do pai parece estar impedindo que isto aconteça, uma alusão à crença adotada exclusivamente pelos espíritas.

Contudo, também é um livro forte que tem o intuito de proporcionar soluções para problemas de cunho emocional, pessoal ou psicológico. O autor o explica como uma pessoa pode chegar ao fundo do poço, mas também ensina como se reerguer. Da escuridão às Trevas. Sua habilidade com o tema é capaz de fazer com que o livro se aposse do leitor e o conduza para uma reflexão pessoal e interpessoal. O livro deve ser lido por todas as pessoas, de qualquer idade, de qualquer religião, de qualquer estilo literário. É preciso buscar a verdade para encontrar o conforto. 


Ficha Técnica:


Título: "A Travessia"
Título Original: "Cross Roads"
Autor: William Paul Young
Tradutor: Fabiano Moraes
Ano: 2012
ISBN: 978-85-8041-108-9
Gênero: Ficção Americana
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 240


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João Paulo

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