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Marcus Machado, muito prazer!



O Viajante das Estrelasconversou com Marcus Machado, cantor e compositor de João Pessoa. A entrevista girou em torno da percepção da música produzida no nordeste pelo restante do país e do efeito da internet no processo.

Em 1992, explodiu o Mangue Beat. Nunca um movimento cultural se espalhou tão rápido.

Na época, a internet começava a se popularizar. A partir da grande exposição de Chico Science e a sua Nação Zumbi na mídia, os manifestos do movimento eram difundidos nos velhos fóruns de discussão.

Já pensou se o YouTube existisse? Em 2005, assim que entrou no ar, músicos de todo o planeta começaram a produzir e a publicar vídeos e, muitos, conquistaram o seu espaço.

Marcus Machado encontrou um mundo que já vê esse caminho alternativo com naturalidade.

Para ele, a música nordestina atual está aberta a todas as influências possíveis. Como compositor, ele não se prende a regionalismos.

O músico define a sua obra como uma mistura de MPB e Rock. Paralelamente, Marcus integra um grupo pesado chamado Conclave.

O disco, ele promete para breve. Misterioso e se revelando um artista cheio de zelo e critérios, ele pouco revela sobre a obra em gestação. Mas o que vem por aí, decerto, terá muita qualidade. Basta considerar as apresentações de cover que ele vem postando no YouTube. Destaque para Terminal Alvorada do carioca Cícero Rosa Lins.

Por enquanto, leitor, conferiremos a entrevista e aguardemos sob o efeito destas instigantes palavras: “Quero deixar ele (o disco) escondido a sete chaves.”
*
O Viajante Das Estrelas - Muito bem Marcus. Você é de João Pessoa. Nos anos de 1990, o resto do país começou a descobrir que no Norte e Nordeste existe rock e vários outros gêneros musicais além daqueles considerados “regionais” e desde sempre muito conhecidos. Você concorda? A internet tem algo a ver com essa ótima revelação? Como músico, você se vê de que maneira nesse esquema revelador?
Marcus Machado - Talvez aconteça, eu não sei. Sei que no Nordeste tem muitos artistas maravilhosos, mas eu particularmente, me influencio por tudo que ouço e gosto, independente de ser do nordeste ou não. Eu costumo dizer que minha música autoral é uma mistura de tudo que eu gosto a minha maneira de fazer, seja qual estilo for, para mim, o que for bom, eu tô ouvindo e me influenciando.
OVDE - Bem, já que trataremos da importância da web no seu trabalho, Cícero Rosa Lins (de quem você toca e canta, por exemplo, Terminal Alvorada e De Passagem), é o típico autor, cantor e músico dessa geração que usa e abusa da internet. Qual é a sua relação com esse artista? Notei que mesmo em outras canções de outros artistas, o seu estilo parece “conversar” com o de Lins. Será que estou enganado?
MM - Você tem razão, eu me identifico muito com as coisas que o Cícero escreve, com o modo que ele explora o amor em suas músicas de uma forma visceral, suas canções me emocionam muito desde o primeiro disco, acho o Cícero um grande compositor, se não o maior dessa nova geração.
OVDE - Marcus, e o trabalho autoral?
MM - Além de cantor, sou compositor também e pretendo gravar meu disco esse ano ainda, não sei quando lançarei, mas ele já tem capa, repertório e nome definido. Eu gosto de escrever sobre a minha experiência de vida, acho que soa mais genuíno na minha visão artística. Sobre o som, eu posso dizer que é uma mistura de MPB, com as guitarras distorcidas do Rock. Quero deixar ele escondido a sete chaves por enquanto, risos.
OVDE - Já fez dez anos desde que o primeiro vídeo foi publicado no YouTube. De lá para cá, muitos artistas da música se beneficiaram dessa rede social e, alguns, como Justin Beber e Malu Magalhães (foram os que me ocorreram, desculpe, rsrsrs) ficaram conhecidos. Há quem diga que este foi um fenômeno inicial. Agora, o esquema não seria tão eficiente. O que você pensa a respeito?
MM - Eu discordo, algumas pessoas me conhecem por causa dos meus vídeos no YouTube, e cada vez que eu posto, mais pessoas vão me conhecendo se inscrevendo no meu canal do YouTube. Tenho certeza que se eu não os gravassem, ninguém me conheceria. Acho que a internet é uma ferramenta fundamental para revelar artistas novos, qualquer pessoa pode postar um vídeo cover ou uma música autoral e ser ouvido por todos, sem precisar de terceiros para isso, isso é uma grande evolução musical!
OVDE - Esta pequena entrevista é para um blog literário, que publica resenhas literárias. Você consome literatura? Qual gênero te encanta? Sim. Em relação aos blogs, você também lê textos em páginas do tipo na internet?
MM - Sim, consumo. Eu adoro ler biografias de artistas ou de pessoas que eu admiro, livros sobre serial killers (pesquiso muito sobre o assunto), enfim, gosto de histórias reais, odeio ficção! Em relação a blogs, leio quando me interessa, não costumo muito ler blogs mas, gosto muito de ler resenhas de discos que eu gosto que sai em alguns blogs. Quero agradecer a você André, pelo espaço que tive para expor um pouco sobre mim e meu trabalho musical e quero convidar a todo mundo que não conhece meu canal no Youtube a conhecer no link: https://www.youtube.com/user/MarcusMachadoOficial/videos Obrigado e até a próxima! 

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Acompanhe o trabalho do seu grupo, o Conclave: CLIQUE AQUI


Assista alguns de seus belos VÍDEOS:

Cícero - Terminal Alvorada (Marcus Machado Cover):



Roberta Campos e Nando Reis - De Janeiro a Janeiro (Marcus Machado Cover):



Marcelo Camelo - Meu Amor É Teu (Marcus Machado Cover):


Espero que tenham gostado! :-)
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