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A Velha Função da Luz



Nas catedrais da Idade Média, o texto, a ação, a trilha sonora e o cenário dividiam estes dois objetivos: transmitir o poder de Deus e receber, em troca, o respeito, o temor e a obediência dos fiéis.

Como parte do cenário, os vitrais apresentavam as narrativas bíblicas e, de quebra, a luz divina que rasgava impiedosamente as trevas.

Desde então, os homens perderam a inocência. Os vitrais agora são sofisticados e nos alcançam para muito além das catedrais. Suas promessas nos chegam pela TV e internet.

Numa entrevista ao blog, o autor Fernando Valverde revelou que dedica seu tempo ao exercício de ouvir. Naquilo que denomina Colégio de Pensadores, um sistema ou círculo de troca e reflexão, ele conhece as histórias de superação e derrota das pessoas.

No seu livro O Vitral, ele utiliza tão rica experiência.

Os guias do protagonista, Addae Emussen, na sua viagem são recriações literárias dessas pessoas e o próprio Emussen, uma recriação literária do buscador. Assim, a estrutura de OVitral segue a lógica da jornada iniciática.

Aliás, uma das ideias centrais do livro depende da existência desses condutores. A constatação de que nunca se está sozinho é central durante a caminhada. Uma vez que a inocência está perdida, basta um pouco de humildade para ouvir os outros caminhantes.

O vitral pode ser a metáfora desse raciocínio tão iluminado e simples.

Numa época como a nossa, cheia de apelos inimagináveis na distante era dos vitrais, apenas a humildade devolveria o poder de persuasão a instrumentos menos ardilosos.


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