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O sumiço de T. F. Portsan



Joseph Begum Clarke se apresentou e Bill Murdock, o famoso caçador de pessoas desaparecidas, riu porque o sotaque do velho equilibrista era idêntico ao dos ingleses que ele combatera na guerra de 1861.

Eu também ri assim que imaginei os dois, em Sacramento, encostados num balcão.

Clarke desejava encontrar o filho desaparecido em 1850. “Mas isto foi antes da Guerra de Lincoln!”, disse Murdock, que tinha uma clientela formada por pais de jovens soldados desaparecidos entre 1861 e 1865.

Aqui no Século XXI, eu imagino a sua desconfiança diante daquele pobre velho. Clarke se apresentara como um empresário do ramo circense, mas aqueles andrajos!

Bill Murdock apoiou o rifle no tamborete vazio ao lado e aquilo chamou a atenção de Clarke. “Uma vez, o próprio Benjamin Tyler Henry, inventor dessa fabulosa arma, esteve no nosso circo!”, disse o velho equilibrista. Seus olhos claros estavam úmidos.

Eu acho graça nos modos de Murdock e não pense que é porque estou numa posição privilegiada, aqui no futuro, ou devido ao sarcasmo dele, alguém que sobreviveu a uma guerra sangrenta. Não. O motivo é outro. Acho graça pelo simples fato de que justamente as pessoas mais perdidas, em tempos difíceis, dispõem-se a encontrar os desaparecidos.

“Eu aceito. Procuro T. F. Portsan!”, disse Murdock.

Eu conheci T. F. Portsan. Ele tem quase a minha idade apesar de ter desaparecido em 1850 com vinte e poucos anos. Pode acreditar! Estivemos juntos em um evento literário ainda no ano passado, 2014.

Eu também sou escritor e é por isso que imaginei o tal encontro entre Clarke, o velho equilibrista inglês, pai de Portsan, e o desavisado Murdock.

Portsan escreve muito bem. É um excelente contador de histórias e por isso mesmo não resistiu: contou-me tudo. Naquele dia, em 1850, logo após a visita do célebre inventor do Rifle Henry ao circo, ele foi até o depósito empoeirado, manejou um misterioso objeto e desapareceu instantaneamente para reaparecer no ano de 2008 aqui no Brasil.

Sabe que objeto era aquele? Uma inocente caixa de música. A mesma que foi aceita por Bill Murdock como pagamento pelos seus serviços de busca, ou seja, o único objeto de algum valor que restara ao velho inglês depois da guerra. Clarke nem desconfiava, mas o seu filho procura desesperadamente tal objeto, agora, neste exato momento, no Século XXI.

Por isto, leia “Caçadores – A Ascensão Das Trevas – Livro 1” e conheça o autor, T. F. Portsan, enquanto há tempo!


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