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Resenha do Livro "Nazismo - Como ele pôde Acontecer", de Eduardo Szklarz



Eduardo Szklarz é jornalista e mestre em relações internacionais. Mineiro de Belo Horizonte, iniciou sua carreira em 1997 como repórter de cultura do jornal Estado de Minas. É um dos principais repórteres da SUPER desde 2003, e colaborou com vários outros veículos do País, como a Folha de S. Paulo e o G1. Também edita a versão em português da revista latino-americana Nueva Sociedad, especializada em ciências sociais. Foi finalista do prêmio Abril de Jornalismo e do Prêmio Jornalistas&Companhia/HSBC. Mora em Buenos Aires com a mulher e dois filhos. 

O livro começa com uma frase impactante, de Heinrich Himmler, num discurso a generais alemães: " A aniquilação do povo judeu é uma página gloriosa de nossa história, que não foi escrita. Nem jamais será.". Com esta frase, o líder nazista enaltece o holocausto determinando que o genocídio deveria continuar em segredo. A partir daí, o autor nos presenteia com 11 capítulos de pura aula de história. 

Do nascimento à queda, Eduardo Szklarz explica brilhantemente todo o processo de insanidade do Nazismo e suas atrocidades. O autor destrincha uma das figuras mais odiadas da história: Adolf Hitler. Os nazistas tinham pensamentos e ideias racistas, anti-semitas, nacionalistas e expansionistas. Além de odiarem comunistas, odiavam e massacravam judeus e homossexuais, em campos de concentração nazistas. 

Hitler, líder nazista idealizador desse terror, criou vários comitês para conduzir a esterilização em massa de homens e mulheres que não faziam parte do modelo de raça pura. Campos de concentração foram criados para exterminar principalmente judeus, e para isso não foram poupados esforços.

Encurralado, com a Alemanha arrasada, Hitler fez sua vítima derradeira: ele mesmo. Em 1945, cometeu suicídio com um disparo de sua pistola Walther 7,65 mm. Segundo a versão mais aceita, seu corpo foi  queimado junto ao corpo de sua amante, que se tornou sua esposa e também cometera suicídio, em um abrigo subterrâneo.

As histórias individuais de pessoas perseguidas pelo regime e que tentavam fugir para o "paraíso" são o ponto alto do livro. O autor retrata essas histórias com riquezas de detalhes e da forma mais achatada possível, sem maiores sobressaltos.

O resgate do nazismo não foi esquecido pelo autor. O movimento neonazista tem se dispersado pelo mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde minorias culturais como latinos não brancos e afro-americanos são julgados como os causadores de problemas sociais (criminalidade, aumento do desemprego, entre outros). Então, muitos jovens brancos norte-americanos são vulneráveis e fáceis de serem manipulados.

Existem diversos grupos de ideais racistas, alguns ligados ao neonazismo, outros não. Por exemplo: na Ucrânia, o batalhão Azov e outras milícias neonazistas combatem separatistas pró-russos. Na Mongólia, o agrupamento Dayar Mongol, que exibe uma suástica em sua bandeira, ameaça raspar a cabeça de mulheres que dormirem com homens chineses. Na Polônia, palco das piores atrocidades da SS, hooligans neonazistas vão aos jogos de futebol distribuindo socos em qualquer gay ou mestiço que encontram pela frente. 

No Brasil, grupos como Carecas do ABC e White Power escolhem suas vítimas de forma aleatória. Alguns perseguem gays, outros nordestinos, negros, judeus, bolivianos, ou usuários de drogas. 

As páginas finais do livro mostra uma extensa pesquisa realizada pelo autor para que pudesse nos presentear com esta obra fantástica e Super Interessante. Na maioria das vezes o seu próprio egoísmo, o desejo insaciável por poder, aliado a uma insensibilidade com relação ao sofrimento do próximo, pode transformar uma pessoa em um verdadeiro monstro. 



CONFIRA A SINOPSE DO LIVRO EM VÍDEO:


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