Artigos

[Artigos][bleft]

Notas Musicais

[Notas Musicais][twocolumns]

A Traição - João Paulo Silva

Foto: Google


Quando Juliana abriu seus olhos, não acreditou no que estava vendo. Parada, em estado de choque, com uma pequena bolsa vermelha em suas mãos, cabelos negros que iam até a cintura, usava um vestido manga longa preto e branco com recortes frontais, scarpin preto e prata, sem saber o que fazer ficou observando aquela cena e implorando, em seus pensamentos, para que o mundo acabasse naquele momento. Três horas da tarde, o sol brilhava com todo o seu esplendor, a rua estava movimentada com pessoas indo e vindo. No meio dessa confusão de pessoas que corriam para cumprir suas tarefas ou corriam pra chegar em casa e descansar, Juliana, estava lá, parada, olhando. De repente uma lágrima rolou de seus olhos. Em seus pensamentos ela dizia: "Não pode ser verdade! Isso é um pesadelo".
Incapaz de reagir, Juliana, começou a chorar desesperadamente. Um filme passou em sua mente, os momentos felizes que estavam em sua memória começou a desmoronar um a um...

- O grande amor de sua vida beijava outra mulher -

Sem saber o que fazer, ela virou as costas e foi embora. Saiu cambaleante pelas ruas de São Paulo, sem rumo, sem se importar se o semáforo estava verde, amarelo ou vermelho, ela apenas queria desaparecer. Tentava encontrar dentro dela mesma uma reposta para aquele ato. Se perguntava se deixou de fazer alguma coisa, se perguntava se fez alguma coisa errada, queria a todo custo encontrar uma resposta.

As lágrimas caiam desenfreadamente.

Um turbilhão de pensamentos tomou posse de sua mente e ela não conseguia mais raciocinar. Enquanto ela se desesperava e gritava por dentro, Marcos e Adriana, sem amavam entre beijos e abraços.


Juliana, sentou no chão da rua e começou a se culpar. Se culpava por entregar todo o seu amor ao Marcos, se culpava por não acreditar que esse amor tenha sido suficiente. A maquiagem ficou toda borrada. Sentiu vontade de morrer e essa vontade foi aumentando a cada minuto. Sentiu vontade de rasgar a sua pele e de gritar e gritar e gritar...
Levantou-se! Seu vestido estava sujo por causa do chão, começou a andar segurando nas paredes... quem via aquela cena dizia: "Está bêbada!". Sentiu seu coração doer como nunca sentira antes, sua cabeça estava pesada, seu corpo quase desfalecido.
Deparou-se com uma estação de trem, e uma escuridão tomou conta de sua mente. As estrelas brilhavam no céu, já era noite, a solidão tomou conta de sua alma. De repente ela começou a pensar que não teria forças para continuar. Enxugou as lágrimas, arrumou suas vestes, e caminhou até a estação. Entrou, comprou o bilhete, passou a catraca, sentou no banco da plataforma, pensou, levantou, caminhou e ficou olhando para os trilhos. O trem se aproximava!
Juliana gritou: "Eu te amo, meu amor!", respirou e falou baixinho: "... mas não saberei viver sem você" e pulou. Acabou!


[João Paulo Silva]


Poste um comentário
  • Blogger Comment using Blogger
  • Facebook Comment using Facebook
  • Disqus Comment using Disqus

Nenhum comentário :