"Atlas de Nuvens" é lançado no Brasil. Viva!

18.8.16


Amigos leitores,


Hoje recebi meu exemplar do livro “Atlas de Nuvens”, do escritor David Mitchell e lançado recentemente pela editora Companhia das Letras. Eu vi o filme “A Viagem” no Netflix, que é uma adaptação do romance, e fiquei boquiaberto. Fiquei tão encantado pelo filme que o vi 04 vezes quase que seguidas e fiquei desesperado para ler o livro. Eu não conhecia o filme e nem o livro, descobri o filme por acaso e já o considero como o melhor filme.


Lançado originalmente no ano 2004, "Cloud Atlas", ou "Atlas de nuvens" em português, romance do escritor inglês David Mitchell, acaba de ser lançado no Brasil pela editora Companhia das Letras. A tradução ficou a cargo de Paulo Henriques Britto.


Vi o anúncio no perfil da Companhia das Letras no Instagram avisando do lançamento do livro no Brasil e imediatamente realizei a compra. O preço é bem salgado, somente com o frete então… “Vendi minha mão” pra pagar (brincadeira rs), mas valeu a pena. Levando em consideração a genialidade do autor, a complexidade da história e o trabalho árduo do Paulo Henrique Britto para traduzir a obra, de certa forma, é um valor justo.


O livro foi adaptado para o cinema sob o título em português de "A Viagem - tudo está conectado", que conta com a participação de Tom Hanks e Halle Berry, em 2012. O filme, disponível no Netflix, exerceu um fascínio ímpar na minha vida.

Foto: Google
De acordo com a revista Super Interessante em um texto de 2012 escrito por Jessica Soares, “Atlas de Nuvens” é um dos livros mais difíceis de se traduzir para o português devido sua grande complexidade com as palavras, além da diferença temporal entre os capítulos que vão desde o século XIX até um futuro pós-apocalíptico.


”Um viajante forçado a atravessar o oceano Pacífico em 1850; um jovem compositor deserdado, conquistando à força de tortuosas invenções um modo de vida precário num solar da Bélgica, entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra; uma jornalista com princípios morais na Califórnia do governador Reagan; um editor menor fugindo aos seus credores mafiosos; o testamento de uma «criada de restaurante» geneticamente modificada, ditado na ala da morte; e Zachry, jovem ilhéu do Pacífico que assiste ao crepúsculo da Ciência e da Civilização: são os narradores de “Atlas de Nuvens”, que escutam os ecos uns dos outros através dos corredores da história e vêem os seus destinos alterados de várias maneiras.


Neste que é um dos romances mais importantes da atualidade, David Mitchell combina o gosto pela aventura, o amor pelo quebra-cabeça nabokoviano e o talento para a especulação filosófica e científica na linha de Umberto Eco, Haruki Murakami e Philip K. Dick. Conduzindo o leitor por seis histórias que se conectam no tempo e no espaço — do século XIX no Pacífico ao futuro pós-apocalíptico e tribal no Havaí — Mitchell criou um jogo de matrioskas que explora com maestria questões fundamentais de realidade e identidade.”

O autor.
Foto: Basso Cannarsa / Divulgação

Quanto a obra, comprei direto no site da editora e fiquei surpreso quando vi que o livro vem dentro de uma caixa box. Coisa mais linda! E o filme? Bom, como eu já disse, ele está disponível no Netflix, legendado. Não está dublado para o português, ainda. Se você pretendem assistir o filme deixo aqui uma observação importante:


O filme possui três horas de duração e é bem complexo. As histórias e os personagens mudam, mas os atores são os mesmos e isso pode confundir os mais desatentos. O filme é a introdução de uma obra de grande poder, portanto, assistam o filme, mas leiam o livro. Ou leiam o livro e assistam o filme. Mas prestem atenção nos detalhes. Espero que gostem.


Em breve começo a ler este livro e vou dando algumas dicas aqui no blog, facebook, instagram, twitter, google + e afins. Vejam o trailer do filme:


"Acima de tudo o amor", de Henrique Prata, pela Editora Gente

15.8.16



Este livro mostra a trajetória de 50 anos do Hospital de Câncer de Barretos (HCB), fundado por Dr. Paulo Prata, e gerido depois por seu filho, Henrique Prata, que o transformou em um dos maiores polos de pesquisa e cura de câncer do mundo.
Com doações de artistas, celebridades, cantores, empresários, fazendeiros e pessoas públicas, ele consegue complementar a verba pública e manter o hospital funcionando, mas não só. Ele criou um centro de excelência diferenciado, com atendimento humanizado para o doente e sua família, fazendo um atendimento 100% gratuito para a população.
Dezenas de fatos curiosos, casos, coincidências e histórias surpreendentes de fé e solidariedade, que envolvem pessoas conhecidas na mídia, transformam este livro em uma história interessante, que prende o leitor e o sensibiliza para a relevância do HCB no Brasil.
Este livro ajuda a manter as portas do Hospital de Câncer de Barretos abertas, fazendo com que as pessoas possam conhecer e até colaborar com a obra comprando o livro e divulgando esse bonito trabalho.
A renda proveniente da venda deste livro será 100% revertida para o Hospital de Câncer de Barretos.
O  fazendeiro que abraçou a medicina

Um dia, em 1962, um casal de médicos fundou um pequeno hospital na cidade de Barretos com um forte ideal: fazer um atendimento humanizado, qualitativo e gratuito para os mais carentes. Depois de observar a dificuldade de inúmeros pacientes com câncer em conseguir tratamento em centros especializados, o fundador, Dr. Paulo Prata, transformou-o no Hospital de Câncer de Barretos (HCB).
Em 1989, subsistindo com recursos públicos e algumas doações, o hospital estava deficitário, a ponto de fechar as portas. Um episódio mudou tudo: o filho do casal, Henrique Prata, fazendeiro que nunca cursou medicina, ao viver uma experiência de fé, resolveu abraçar a obra de seu pai e servir a Deus desse modo.
Enfrentou muitas dificuldades, mas conseguiu, com a ajuda de doações de empresários, fazendeiros, artistas conhecidos, cantores famosos e personalidades públicas, manter o hospital funcionando. Mas não só. Hoje, 50 anos após sua fundação, com 107 mil m2 de área, fazendo cerca de cem mil atendimentos gratuitos por ano, o HCB se transformou em um dos maiores centros de excelência do mundo no tratamento e pesquisa de câncer, reconhecido e premiado internacionalmente.
Neste livro, você vai conhecer as incríveis histórias que acontecem todos os dias – verdadeiros milagres – que permitem que este trabalho valioso continue sendo feito. Como o custo operacional mensal excede as receitas públicas destinadas à obra, é o apoio incondicional de pessoas do bem que faz com que as portas permaneçam abertas. O autor narra como venceu barreiras e tornou o impossível possível, encontrando verdadeiros anjos de solidariedade que o ajudam a prosseguir nesse caminho de fé e amor dedicado ao próximo.

 

DADOS TÉCNICOS

  • Gênero: Sucesso/Gestão
  • Formato: Brochura
  • Número de Páginas: 208
  • ISBN: 9788573128130
  • Ano: 2012



    Quanto custa viver?

    14.8.16


    *** Texto livremente inspirado no livro "Quarto de despejo - Diário de uma favelada", de Carolina Maria de Jesus.


    É esta a principal pergunta que eu me fiz durante a leitura do livro "Quarto de despejo - Diário de uma favelada", de Carolina Maria de Jesus.

    A resposta para esta pergunta talvez nos conduza a uma análise mais profunda e humana sobre os primeiros passos de qualquer ser humano, aquele o momento fundamental para o desenvolvimento de todo e qualquer indivíduo: o começo da vida.

    Não é simplesmente o começo da vida, é o começo de tudo. É o começo dos sonhos, é começo de uma nova família, é o começo de uma grande jornada. O começo da vida é aquela fase em que qualquer detalhe pode mudar tudo no futuro, tonando-o grandioso ou desastroso.

    Mas, quanto custa viver? É uma das perguntas que ronda o principal livro de Carolina Maria de Jesus. É possível observar a luta de Carolina, desde a sua infância em Sacramento/MG, cidade onde nasceu, à fase adulta já em São Paulo, dia após dia, para conseguir o alimento necessária para sua própria sobrevivência e a de seus três filhos: João José de Jesus, José Carlos de Jesus e Vera Eunice de Jesus Lima.

    O custo de vida é muito caro para quem não vive dentro dos padrões que são preestabelecidos pela sociedade. Padrões que vão desde a alfabetização, passando pela cultura e, por fim, o padrão de vida. Para viver, você precisa trabalhar, pagar contas e impostos, pagar para estudar, pagar para aliviar dores, pagar para conversar com Deus e em muitos casos pagar para fazer amigos.

    A vida não é justa, mas nascemos com o desejo de fazer justiça.

    Para algumas pessoas viver exige muito dinheiro, pois precisam comprar roupas, automóveis de luxo, smartphones de última geração, viagens desnecessárias para compartilhar fotos com os demais e assim poder fazer parte de um grupo seleto da sociedade. Mas, para outras pessoas, ainda que em tempos difíceis, viver é poder acordar todas as manhãs, poder andar e sentir a luz do dia, ter uma família e amigos de verdade... É sentir-se peças importantes nas engrenagens da vida. É poder sair de casa e ter a possibilidade de fazer alguma coisa que contribua para a construção de um mundo melhor.

    Cada um de nós, seja onde for e como for, está sempre construindo a vida que deseja.
    Carolina construiu sua vida da maneira que pôde, e como pôde. Sentiu fome, raiva, ódio. Pensou até mesmo em suicidar-se, mas ela também sentiu amor e a vontade de viver sempre foi a grande arma para enfrentar o alto custo de vida que batia à porta todos os dias.

    O tempo de Carolina não é diferente dos tempos antigos e também não é diferente do tempo atual: algumas pessoas têm em excesso e outras o necessário lhes falta. Essa desigualdade cresce a cada dia nas estatísticas, mas o interesse dos políticos em mudar esta injusta realidade não acompanha este crescimento. Nos dias atuais, muitas Carolinas ainda escrevem seu diário relatando a difícil jornada que precisam enfrentar para conseguirem sobreviver.

    Ainda esta semana publicarei a resenha desta obra incrível que merece ser lida por todos. Um dos melhores que já li na vida. "Quarto de despejo" não é muito fácil de ser encontrado. Eu o comprei no site da Editora Ática. A quem interessar é só acessar o endereço: http://goo.gl/ZerkWk


    Apresentação do livro “OUTRAS VOZES”, de Plínio Camillo

    6.8.16



    O escritor Plínio Camillo e a 11 editora convidam a todos para o “Sarau: Outras Vozes em Voz Alta”, onde será apresentado o livro “Outras Vozes”, uma coletânea de contos que trata do negro escravizado no Brasil mesclando ficção e realidade.


    O Evento será realizado no dia 20 de agosto de 2016, às 13h30, na Casa da Palavra Mário Quintana que fica localizada na Praça do Carmo, 171 - Centro - Santo André/SP. O investimento é de R$ 45,00. No final desta publicação disponibilizo o mapa para que todos possam visualizar o local onde será realizado o evento.


    Neste livro construído a partir de uma sequência de contos cuja narrativa muitas vezes flerta com a sonoridade do poema, Plínio Camillo nos transporta para variados cenários e enredos, desde a vinda nos navios negreiros e o trabalho nas fazendas, passando pelos “negros de estimação”, até os alforriados que trabalhavam nas cidades e os mestiços protegidos pelos pais que não os podiam assumir e moravam nos fundos da Casa Grande com certos privilégios.

    Capa do livro



    Segundo o prefácio de Zulu Araújo: “Texto firme, melodioso, articulado. Impressão primeira de quem lê o livro de contos de Plínio Camillo. Mais que isto, texto criativo e ousado, como tem sido a vida dos escravizados desde quando pisaram, pela primeira vez, nas terras do além-mar africano – a Terra Brasilis. São contos de todos os cantos que mostram de forma simples e profunda a dor, o sofrimento e a alegria de gente de vários lugares do continente africano, sejam eles n’golas, iorubas, congos, fulas ou hauçás. Ou mesmo afro-brasileiros. São contos da vida e de vidas vividas. São contos. São cantos. Às vezes lamentos. Lamentos indignados, incontidos, diante do tormento vivido por tanta gente ao longo de tanto tempo. Mas são tão bonitos e bem escritos que nos remetem à nossa saga de todos os tempos – a busca permanente pela liberdade. Liberdade de ir, de vir, de sorrir, de sambar. De amar e de trabalhar. Livre, leve e solto.”


    “Madalena nasceu sem os braços, mas atinou que depois de abraçar as pessoas com as pernas, boca e ouvido, as criaturas ficavam felizes. A escrava ganhou fama. Frei João da Luz chegou a contar que no meio daquele abraço tinha visto a verdadeira face de Cristo.”


    Sua história e muitas outras estão em Outras Vozes – contos sobre o negro escravizado no Brasil, do autor Plínio Camillo.


    A obra mistura ficção a fatos reais, em 33 contos, e dá ao negro do período escravocrata uma voz dissonante, situando-o como protagonista, ora o oprimido, ora o opressor. Temas sobre os quais pouco se fala na historiografia oficial, como a grande presença de negros muçulmanos na Bahia, são tratados de forma bastante original.


    Em narrativas que muitas vezes flertam com a sonoridade do poema, Camillo transporta o leitor para variados cenários e enredos, desde a vinda nos navios negreiros e o trabalho nas fazendas, passando pelos “negros de estimação”, até os alforriados que trabalhavam nas cidades.


    Zulmira, que teve os seus filhos vendidos, Ifigênia, a cozinheira desdentada, João Criolo, o escravo faiscador, Antônio, o negro alforriado são alguns dos personagens do livro, que traz também contos inspirados em fatos reais da história brasileira, como o que relata o flagelo do alufá Bilal Licutan, um dos líderes da Revolta dos malês de 1835, condenado a 24 dias de açoites.


    O autor conta que pesquisou por cerca de vinte anos livros e documentos sobre a escravidão. Diz ter encontrado muitos textos importantes, mas nenhum deles trazia o negro como protagonista de sua própria história. “Era apenas a imagem estereotipada do vitimizado em busca de liberdade”, comenta. Há quatro anos, começou a rascunhar as primeiras histórias, mas não se agradou com os resultados. Em 2013, escreveu Minha Lorinha – texto que mostra relação de apego de uma escrava e sua senhora. Foi aí que encontrou a voz que buscava para os contos que se seguiram. “Dei personalidade, outras facetas, outros olhares, outras vozes, para levar aos leitores boas histórias”, comenta: “São páginas escritas com muita potência e capazes de tornar o autor Plinio Camillo porta-voz de uma etnia que matiza 52% dos brasileiros”, afirma a jornalista e escritora Nanete Neves (jornalista, também atuando também como ghostwriter, coordenadora editorial e preparadora para grandes editoras.), que assina a orelha da obra.

    Ficha Técnica:
    Título: Outras Vozes – Contos sobre o negro escravizado no Brasil

    Autor: Plínio Camillo
    11 editora
    Especificações: 152 p. 14x21 cm - Brochura
    ISBN: 978-85-69013-03-7
    Assunto: ficção – conto, ficção nacional