Rádio O Viajante: Ana Carolina - "Nada te faltará"

20.2.17



“É muita dor. Não consigo nem falar direito. Perder um filho de forma tão brutal. É muita dor.”. Frases como estas podem ser lidas e ouvidas todos os dias e em diversas partes do mundo. Estarrecidos acompanhamos o noticiário que nos traz informações de diversas partes do mundo que mostram o quanto o ser humano pode ser tão desumano.

A desigualdade social é algo tão evidente, porém é invisível para aquelas pessoas que se fecham e só aceitam olhar o seu mundo particular. Constroem muros em volta de si mesmas para esconder sua própria infelicidade, mas se esquecem que uma sociedade igualitária se constrói sem muros, onde todos terão o mesmo direito de modo que não faltará nada pra ninguém.

Ana Carolina nos pergunta, em sua canção “Nada te faltará”: Pra onde vamos as vans, carros e bicicletas? Pra onde seguem os barcos?



Comércio de guerra, bilhões de chineses marchando, sobe do solo a nuvem de óleo com cheiro de enxofre queimado fudendo com os ares, miséria, prostituição, trabalho infantil...

A dúvida dela é clara: Para onde estamos indo? Para onde estamos levando nossas vidas? É difícil encontrar respostas para estas perguntas, confesso.

Sou um observador nato do comportamento humano e faço isto porque realmente gosto. Vivo cada dia tentando entender a raça humana. O problema é que quanto mais eu entendo, mais fico confuso e menos consigo responder as dúvidas da Ana, em sua canção. .

A desigualdade social é algo tão evidente, porém é invisível para aquelas pessoas que se fecham e só aceitam olhar o seu mundo particular. Constroem muros em volta de si mesmas para esconder sua própria infelicidade, mas se esquecem que uma sociedade igualitária se constrói sem muros, onde todos terão o mesmo direito de modo que não faltará nada pra ninguém.

Quero Gandhi na melhor versão, ou seja, uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações.

Nada te faltará...

Peço paz aos filhos de abraão, quero gandhi na melhor versão. E nada vai me faltar, e nada te faltará. E nada vai me faltar, e nada te faltará.


Uma curiosidade: o rap “Mente do Vilão”, dos Racionais Mc’s, usa sample desta música da Ana Carolina. Ouça:



"O final pode esperar", de Mirna Micheli Nesi

7.2.17


A minha SEXTA leitura do ano é o livro "O final pode esperar", da escritora brasileira Mirna Micheli Nesi. Eu conheci a Mirna e suas obras na Bienal do Livro de 2016, realizada em São Paulo, por intermédio de um outro escritor, o Cesar Luis, que é parceiro aqui do blog O Viajante das Estrelas. Agora, vou ler suas duas obras: “O final pode esperar” e “Vingador Prateado.

Todas as publicações sobre o progresso da minha leitura e minha opinião sobre o que estou lendo em “O final pode esperar” poderão ser acompanhadas no blog O Viajante das Estrelas, no Skoob e nas Redes Sociais através das hashtags: #OFinalPodeEsperar e "MirnaMicheliNesi. Acompanhe!

SINOPSE:

Alice é uma jovem escritora que fez muito sucesso com seu primeiro livro, de gênero terror, A noite das trevas.E o despretensioso lançamento dele chamou a atenção de uma poderosa empresa, a editora Hades. Após assinar um contrato com a editora, ela foi convidada para escrever a sequência da obra, intitulada: A morte ao entardecer. Entretanto, algo inesperado aconteceu na tarde de autógrafos do primeiro livro da série. Mais tarde, a escritora descobriu que não poderia terminar de escrever a série. Vendo-se numa disputa entre servos das trevas e os guardiões celestiais. Já que se ela terminar de escrever a série, o mundo que conhece mudará drasticamente.

A AUTORA:

Eu e a escritora Mirna Micheli Nesi
na Bienal do livro de 2016, em São Paulo.


Mirna Micheli Nesi, desde os cinco anos já criava histórias, mas nunca teve o interesse em escrevê-las. Contudo, foi estimulada por uma professora de literatura a escrever seus textos, e a partir desse momento começou a colecionar textos de diversos gêneros, mas, ainda não pensava em se tornar uma escritora.

Um dia a autora mostrou a seus pais seus textos, ficando ele maravilhado por tão ricos e variados conteúdos, e percebendo o talento da filha, insistiu para que ela transformasse os textos em um livro, sendo que ela ainda não o fez. Mas como tudo há um início, a ideia de escrever um livro amadureceu, e convicta de seu dom, em 2013 escreveu o "Vingador Prateado", publicado em 2014, presenteando os leitores com uma épica aventura pelos mares. E não parando mais, em 2016 lançou a ficção " O Final pode esperar", livro super elogiado pela crítica.

Veja onde seguir a escritora:


Ficha Técnica:

Título: O Final Pode Esperar
Autora: Mirna Micheli Nesi
Editora: Angels Publishing
Gênero: Ficção
Ano: 2016 / Páginas: 220
Idioma: Português
ISBN-13: 9788557970250

Corre pro Twitter e #RecomendeUmLivro

3.2.17

 


Para quem está buscando novas leituras a tag #RecomendeUmLivro está bombando com dicas de leituras incríveis. O 'Morning Show', da Jovem Pan, pediu que o pessoal compartilhasse suas recomendações de livros! A hashtag ,que chegou a ficar em primeiro lugar hoje, está agora na terceira posição.

Além dos clássicos da literatura estrangeira, tem também literatura nacional. Veja:




Resenha do livro "Armamentista", de Joe de Lima

2.2.17



Existem muitas coisas gratificantes na vida e enumerar todas elas aqui, transformaria esta resenha num gigantesco livro. Por isso, pode-se resumir tudo em apenas um item: a leitura de um bom livro.  Ler é uma das coisas mais gratificantes da vida. Costumo dizer que “Se estou vivo, eu leio; Se leio, estou vivo”. A leitura é gratificante, porque transporta o leitor para outros mundos, mundos criados por quem o escreveu. Joe de Lima, é um escritor independente brasileiro, leitor de literatura fantástica, fã de games de RPG, shooters e cinéfilo incurável, que nos presenteia com a trilogia Vera Cruz.  

Armamentista. É este o nome do segundo volume da trilogia Vera Cruz, trabalho todo desenvolvido de forma independente por Joe, que surpreende o leitor com uma narrativa cinematográfica, bem costurada e envolvente, assim como no primeiro volume, intitulado Arcanista. Lançado em 2016 o livro convida o leitor a acompanhar a saga do jovem Marcel Seeder que agora está mais maduro e disposto a lutar por seus objetivos.

Marcel, por sinal, é um nome francês que significa “jovem guerreiro”. É a variante de Marcelo que, por sua vez, é o diminutivo de Márcio, que surge a partir do latim e tem o sentido de “guerreiro”. Haveria nome mais apropriado para um personagem que luta pelo que acha ser o certo?

A leitura dos dois volumes da trilogia me fizeram lembrar outras obras cinematográficas e/ou literárias com temáticas similares, acredito que esta associação possa estar relacionada ao fato do escritor ser leitor de literatura fantástica, como mencionado anteriormente, e ter transmitido isso para os seus textos. Se você segue o Joe no Facebook, no Twitter ou até mesmo em seu próprio blog, pode observar que ele está sempre atualizado em distopias, ficção, etc.. Somado a tudo isso está a trilha sonora fantástica que o inspirou na construção do enredo:


Armamentista não foi o primeiro livro de distopia que eu li, mas foi, certamente, o que mais me fez me aproximar do tema, até então terreno parcialmente inexplorado por mim. A trilogia Vera Cruz em si foi a descoberta de um mundo novo. Joe de Lima é a prova viva de que vale a pena voltar os olhos para publicações nacionais, especialmente para as publicações independentes. Precisamos valorizar mais quem se esforça para levar um trabalho de qualidade para o nosso paladar literário. Ninguém imagina o que se passa por trás de cada página escrita.

Novidade: o autor publicou em seu perfil no Facebook, no dia 30 de janeiro, que começou a escrever a terceira e última parte da trilogia. O que será que vem por aí? Estou ansioso! Saiba mais clicando aqui.

Descubra a opinião de outros blogueiros sobre os dois primeiros volumes da Triologia Vera Cruz clicando aqui.

Leia aqui a resenha de "Arcanista".

Siga o Joe de Lima no Facebook e no Twitter.

O livro está disponível na Amazon e no Clube de Autores em formato digital e impresso, respectivamente.



Chegamos aos 1000 seguidores no Twitter

30.1.17



Hoje quero celebrar com todos os seguidores do blog O Viajante das Estrelas,em suas diferentes redes sociais, os mais de 1000 seguidores no Twitter! Obrigado a todos que nos acompanham nas redes sociais! Isso só mostra que a literatura nacional ainda vive!

Se você ainda não nos segue, basta em clicar @blogoviajante

Dica de leitura: "Liberta-te, mãe África", de Ernesto Moamba


Tambor está velho de gritar
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
corpo e alma só tambor
só tambor gritando na noite quente dos trópicos
Com estes versos de clemência, José Craveirinha, poeta moçambicano, vencedor do mais importante prêmio de língua portuguesa, o Prêmio Camões, sintetiza o desejo de toda uma literatura. Pelo que se pode observar neste Liberta-te, mãe África!, de autoria do jovem Ernesto Moamba, o tambor se renova, sim. E se renova com a clarividência dos que praticam a poesia não apenas como um grito típico dos que agonizam e/ou dos que acusam. Vai além: explora a beleza lírica de cada verso e convoca a renovação do olhar em cada verso.
Seu livro de estreia é também uma porta de acesso à tradição africana e ao que há de mais moderno na poesia de língua portuguesa, ainda que o tema abordado seja único no decorrer de todo o trabalho: a África e suas dores.
Num momento em que Moçambique orgulha-se de nomes como Craveririnha e Mia Couto, este também vencedor do Prêmio Camões e do Prêmio Internacional Neustadt; e evoca as desesperanças de um país encravado na pobreza, na miséria, e nos sofrimentos que deles decorrem, alimentar o sonho de se poder pensar em uma nova voz, altiva, límpida, certeira, e que se comunica (de uma ponta à outra, feito uma azagaia) com as variantes poéticas dos povos lusófonos é o tom deste livro do jovem Ernesto. Sua poesia vai de Fernando Pessoa, em sua dicção humanamente ampla, de imagens nítidas, como nos versos de Despido (Sou o silêncio/Levando nos bolsos/Uns trocados de vida), à comunicação revolvedora e alusiva à terra, berço do homem, típica da poesia do brasileiro Salgado Maranhão, uma das mais expressivas e originais vozes da atual poesia de língua portuguesa, caso do poema Outra Rota: (Já não vagueio entre a linha férrea do/Comboio./Só entre terras de aboio).
Ernesto Moamba sabe que o caminho é longo, e sabe, por uma condenação que a própria natureza o impôs, que ao verdadeiro poeta é dado o dom de cantar sobre a flor da esperança, e ele canta.
O tambor se renova!
Nathan Sousa
Poeta e escritor brasileiro
Prêmio José de Alencar 2015, da UBE.

***Texto disponível no site da Editora do Carmo

Ernesto António Moamba (Ernesto Moamba), nasceu a 04 de Agosto de 1994, em Moçambique, África, na cidade Maputo. Concluiu o seu nível pré-universitário em 2014, hoje é formado em Contabilidade Geral Básica e Financeira, Gestão de Materiais e Educação Financeira. Poeta e escritor, iniciou com apresentação de seus trabalhos literários (poesias, contos, crónicas) nas escolas e mais tarde resolveu divulgá-las nos jornais, revistas e redes sociais.

A temática de sua escrita é marcada pela dor, desespero e o sofrer de sua África esquecida. O poeta sublinha ter participado de duas antologias (nacional e internacional), nomeadamente O mundo dos sonhadores e Corpo Negro, na qual teve participação de 4 países lusófonos (Moçambique, Angola, Portugal e Brasil).

Em 2014-2016, recebeu Menção Honrosa nos prêmios Quatro estações e XIV Concurso Fritz Teixeira de salles de poesia, com os poemas “Mãe África” e “Liberta-te África”, respectivamente. Pela primeira vez o autor participa na revista literária intitulado “kamba” editada em Angola com participação de 4 países lusófonas.

É membro do grupo Intercâmbio dos Escritores da Língua Portuguesa e presidente do grupo Lusofonidades-: Divulgando literatas lusófonas.

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